Apresentação Oral
Como combinado, na próxima quinta- feira dia 23 de março, farás a tua Apresentação Oral.
O tema será " Uma pessoa verdadeiramente inspiradora".
Escolhe uma pessoa que admires, pode ser um familiar, um artista, um prémio Nobel, que já pode ter falecido e descreve-a.
Inicia a tua apresentação com uma breve descrição física, de seguida fala sobre a sua vida , o que faz ou fez, o que te fascina e as razões por que a admiras.
Eu escolho Madre Teresa de Calcutá.
Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) foi uma missionária católica macedônia, famosa pelo seu trabalho de ajuda e dedicação às populações carentes do Terceiro Mundo. Apesar da sua estatura frágil revelou sempre um carácter e um coração gigantesco. Dedicou a sua vida a amar os outros.
Com dezoito anos entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. Contudo, acreditava que o seu lugar não era junto das crianças ricas e favorecidas, mas sim junto daqueles que nada tinham. Por isso criou a Congregação Missionárias da Caridade.
Então dirigiu-se para a Índia, Patna, para fazer um pequeno curso de enfermagem. No dia 21 de dezembro obteve a nacionalidade indiana. Nesse mesmo dia, reuniu um grupo de cinco crianças, num bairro pobre e começou a dar-lhes aulas.
Pouco a pouco, o grupo foi aumentando e dez dias depois eram já cerca de cinquenta crianças. Abandonou o hábito da Congregação de Loreto, e passou a usar um sari branco (roupa indiana), debruado de azul e, colocava no ombro uma pequena cruz. ( para ser mais coerente com o seu voto de pobreza e humildade)
As missionárias da sua congregação visitavam os abrigos levando, não só donativos, mas palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho.
Ela dizia:
"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."
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Aristides de Sousa Mendes
“Não poderia agir de outra forma e assim aceito tudo o que me aconteceu com amor"
Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu no dia 19 de Julho de 1885 em Cabanas de Viriato, nas imediações de Viseu. Filho de Maria Angelina Ribeiro de Abranches e do juiz José de Sousa Mendes, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra ao lado do seu irmão gémeo César, quando tinha 22 anos de idade. Em 1908 casa-se com a sua prima Angelina, com quem viria a ter 14 filhos. Começou a sua carreira diplomática muito jovem e em 1910 tornou-se cônsul de Demerara na Guiana britânica. Trabalhou como cônsul na Guiana Britânica, em Zanzibar, no Brasil (Curitiba e Porto Alegre), nos Estados Unidos (São Francisco e Boston), em Espanha (Vigo), no Luxemburgo, na Bélgica e, por último, em França (Bordéus). Era um homem de família e um patriarca que jamais se separou da sua mulher e filhos, proporcionando-lhes educação académica, assim como aulas de pintura, de desenho e de
Durante a Segunda Grande Guerra, sob a ditadura de Salazar, Portugal era uma nação alegadamente “neutra”, ainda que de forma bem evidente e não oficial, fosse pró-Hitler. O governo português emitiu a perversa “Circular 14” a todos os seus diplomatas, negando refúgio seguro aos refugiados, incluindo explicitamente Judeus, Russos e apátridas. Aristides de Sousa Mendes foi um prestigiado diplomata português que salvou 30.000 vidas do Holocausto, emitindo-lhes, freneticamente, vistos que se destinavam quer a indivíduos, quer a famílias. De 16 a 23 de Junho de 1940, Aristides de Sousa Mendes desobedeceu às ordens impostas pelo ditador Salazar, guiando-se pelos ditames da sua consciência moral interior. Ele foi severamente castigado por Salazar que lhe retirou o seu cargo e lhe negou qualquer forma de garantir um sustento, o que se revelou trágico, uma vez que Sousa Mendes tinha 15 filhos, que foram colocados numa lista negra e que foram impedidos pelo regime de ingressar no ensino universitário. À medida que crescia a ameaça nazi e a perseguição de milhares de Judeus por toda a Europa se intensificava, assumindo contornos cada vez mais assustadores, milhares de refugiados judeus, em Bordéus, reuniam-se em frente aos consulados de Portugal e de Espanha, em busca de vistos para escapar a uma morte certa. Espanha negou os vistos aos refugiados judeus e a única esperança residia no consulado português.
A 16 de Junho de 1940, o cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, encontra-se com o rabino Kruger que escapara a uma Polónia ocupada. Promete-lhe fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para persuadir o governo de Lisboa, liderado por Salazar. Nessa noite, acolhe o rabino Kruger em sua casa. Na manhã do dia 17 de Junho de 1940, Lisboa nega os vistos aos refugiados judeus, mas de forma inesperada, Aristides de Sousa Mendes informa o rabino que irá emitir os vistos, pois sabia que os refugiados estavam condenados a morrer nos terríficos campos de concentração nazis.
A casa da família – Casa do Passal, situada em Cabanas de Viriato, Viseu – foi devolvida ao banco e eventualmente vendida como forma de saldar dívidas. A Associação Judaica de Lisboa foi a única a ajudar a família Sousa Mendes, providenciando alimentação e assistência médica. Aristides de Sousa Mendes morreu no dia 3 de Abril de 1954, mas lutou até ao seu último suspiro.
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